

Comprada pelo Grupo Itapemirim, a mais nova de todas as marcas que fabricam motocicletas no Brasil sofre completa mudança estrutural, abre nova fábrica, muda linha de produtos, troca a diretoria e aplica novo modelo de gestão para manter-se competitiva e aumentar sua participação em 2008
Com sua linha de scooters e motocicletas reformulada, uma nova administração e a estrutura industrial e comercial redimensionadas, a Garinni Motors está estabelecendo novas bases de atuação para poder ganhar espaço no concorrido mercado brasileiro a partir do início de 2008.
Adquirida pelo grupo Itapemirim, maior grupo empresarial de transporte de passageiros da América Latina, a Garinni montou uma nova área industrial no PIM (Pólo Industrial de Manaus - AM) com 5 mil m² e adquiriu também outra área para armazenamento, com 3 mil m². Nesta nova fábrica, a Garinni possui duas linhas de montagem, com capacidade instalada para produzir mensalmente até 5 mil unidades de motocicletas e scooters.
Os investimentos feitos já superam 15 milhões de dólares. “Investimos até agora para estabelecer a nova fábrica da Garinni, com a compra de novos equipamentos, construção, contratação e treinamento de mão-de-obra e capital de giro para começar a produzir a nova linha 2008”, explica Camilo Cola Neto, presidente da Garinni Motors.
A reestruturação da empresa foi necessária para que a Garinni pudesse tornar-se mais competitiva. Segundo Julio de Almeida, diretor industrial da Garinni, a operação era terceirizada em Manaus, e isso tornava qualquer necessidade de mudança no processo de montagem mais demorado. “Consideramos agilidade uma condição fundamental para crescermos no mercado brasileiro”, ressalta Almeida.
Parte do investimento também está sendo direcionado para a abertura de um novo escritório comercial e de pós-vendas em São Paulo (SP) e de um armazém de peças em Vitória (ES). Toda esta reestruturação conta com o a participação de 180 funcionários diretos, entre fábrica, armazém e área administrativa, comercial e de pós-vendas. “Estamos fazendo todo o esforço para melhorar nossa gestão e ter melhor controle sobre toda a operação da Garinni”, justifica Camilo Neto.
A linha 2008 de motocicletas e scooters começarão a ser montados na nova fábrica da Garinni em fevereiro de 2008 e imediatamente deverão ser distribuídos para os 40 pontos de venda da marca espalhados pelo Brasil. “Alguns modelos são versões atualizadas de produtos que já estavam na linha e outros são modelos novos que estamos trazendo para o mercado brasileiro e que acredito terão grande sucesso”, diz Camilo Neto.
O principal parceiro da Garinni é a Keeway, uma das cinco maiores fabricantes de motocicletas do mundo, que exporta mais de 300 mil unidades para diversos países do mundo. A Keeway é proprietária da fábrica italiana Benelli e seus produtos são vendidos em mercado maduros e concorridos, como países da Europa, Ásia e Estados Unidos. Além da Keeway, a Garinni tem parceria para fornecimento da Jianshe e da CF Motos.
A Garinni está nacionalizando alguns componentes, como pneus, bateria, sinaleiras, cavalete e buzina. Com o crescimento da produção, a empresa pretende aumentar o número de peças nacionais. “O processo de nacionalização dos componentes de uma motocicleta pode ser muito rápido já que em Manaus estão instalados mais de 40 indústrias fornecedoras para o pólo de duas rodas que lá está”, informa Almeida.
O plano da Garinni para 2008 é produzir e vender 30 mil unidades de seus 8 modelos de motocicletas e scooters. “Teremos também um modelo de quadriciclo (ATV – All Terrain Vehicle) que será importado”, informa Camilo Neto. A Garinni também planeja abrir mais pontos de venda e acredita que estará com cerca de 150 pontos de venda abertos em todo o País no final de 2008.

